Conselho aprova R$ 144 milhões do FCO para investimento da Coamo em indústria de soja em Dourados

Campo Grande (MS) – O Conselho de Investimentos Financiáveis pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (CEIF-FCO) aprovou nesta quarta-feira (8) a solicitação de R$ 144 milhões feita pela cooperativa Coamo para a instalação da indústria de esmagamento e processamento de soja em Dourados. O investimento total no projeto é de R$ 750 milhões, dos quais R$ 144 milhões foram garantidos junto ao FCO para a aquisição de equipamentos. “É um dos investimentos captados na administração do governador Reinaldo Azambuja e que já começa a se materializar”, informou o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck.

De acordo com o secretário, na última reunião do CEIF-FCO, além da solicitação da Coamo, foram aprovados 38 pedidos de carta simplificada, a maioria do setor Rural, totalizando R$ 19 milhões e quatro grandes investimentos no setor de supermercado nos municípios de Bonito, Anastácio e Fátima do Sul. “Tivemos um volume de recursos substancial na linha empresarial, algo que já nos mostra, claramente, que existe uma mudança de humor nessa área no Estado, lembrando que no ano passado nós tivemos uma grande dificuldade, que foi a sobra de recurso. Agora, nesses dois primeiros meses de abertura do FCO, temos uma sinalização positiva”, afirmou.

No setor rural foram aprovados R$ 3 milhões em projetos de reforma de pasto. “Além da recuperação de pastagens, também aprovamos projetos de armazenamento. Isso é um reflexo do aumento da produção de grãos em Mato Grosso do Sul. Foram cinco projetos, no âmbito da propriedade rural, com o produtor fazendo o investimento, além de cooperativas cerealistas ampliando seus sistemas. O FCO está contribuindo efetivamente nesse momento”, comentou o secretário.

Maior demanda é sinal de confiança

O demonstrativo do FCO para o mês de fevereiro sinaliza maior confiança do empresariado. De janeiro a fevereiro a demanda do setor empresarial recebido pelo CEIF-FCO foi de R$ 430 milhões do empresarial e de R$ 364 milhões no setor rural. “Essa é uma situação que não ocorria há cinco ou seis anos. Desse total, no entanto, destacamos que o nível de contratação ainda está abaixo do esperado. Vamos fazer a gestão junto ao Banco do Brasil para que a gente consiga elevar esse patamar”, afirmou Jaime Verruck.

No setor empresarial, até o momento, foram efetivamente contratados R$ 10 milhões, enquanto que na área rural o volume contratado é de R$ 66 milhões. “A notícia positiva é que temos R$ 250 milhões em contratos já analisados e que deverão ser assinados nos próximos meses. Desse montante, R$ 120 milhões são da área empresarial e R$ 130 milhões da rural.  Vamos continuar com o trabalho de divulgação feito pela Caravana do FCO, da Sudeco e Banco do Brasil, para atrair novos clientes e aumentar a procura e contratação, lembrando que temos R$ 2 bilhões disponíveis no Fundo neste ano”, finalizou o secretário Jaime Verruk.